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Fefecê: velha política e amadorismo mancham 64 anos de tradição

Clube local é refém de tais situações e novamente a Federação Paulista de Futebol não garantiu a sua participação na Quinta Divisão do Paulista


Por Breno Guarnieri -


Ao longo de mais de seis décadas, o Fernandópolis Futebol Clube (Fefecê) construiu uma trajetória marcada por conquistas, tradição e forte identificação com sua torcida. No entanto, nos últimos anos, decisões administrativas questionáveis e a permanência de práticas associadas à chamada “velha política” têm gerado críticas e colocado em xeque a condução da instituição.


A falta de profissionalização em setores estratégicos, a ausência de planejamento de longo prazo e a recorrente improvisação na gestão esportiva e financeira são apontadas por torcedores como fatores que contribuíram para instabilidade dentro e fora de campo.


O resultado é um contraste evidente entre a grandeza da história construída ao longo de 64 anos e os desafios enfrentados na atualidade. Enquanto a torcida cobra modernização, profissionalismo e abertura para novas lideranças, o clube parece preso a estruturas que já não acompanham as exigências do futebol moderno.


Cláudio Rodante, a questão...


O Campeonato Paulista da Quinta Divisão de 2026 teve seus detalhes definidos após reunião do Conselho Técnico na quarta-feira, 11, na sede da Federação Paulista de Futebol. Confira aqui.


Segundo apurou a reportagem de Ethos +, o Fefecê segue fora da disputa mais uma vez. O estádio Cláudio Rodante, que de acordo com a diretoria do clube, está sob domínio da Prefeitura novamente, necessita receber adequações de segurança em sua infraestrutra.


As referidas melhorias não foram feitas a tempo e são exigências da FPF para que o clube volte a disputar o estadual, marcado para começar em abril.    


Torcida frustrada


A ausência do clube em mais uma temporada caiu como um balde de água fria sobre a torcida. Após meses de expectativa, a confirmação de que a equipe não disputará o campeonato gerou frustração, críticas à diretoria e questionamentos sobre o futuro esportivo da instituição.


Enquanto a diretoria busca justificar a decisão e apresentar um plano para os próximos passos, a torcida aguarda respostas concretas. Em um clube movido por paixão e tradição, a ausência em campo pesa — e a cobrança por profissionalismo e planejamento tende a crescer.


Velha política e amadorismo pesam sobre 64 anos de tradição. Foto: Reprodução

 
 
 

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