Produtos sem preço: irregularidade vira rotina no comércio local
- Ethos +
- 10 de fev.
- 2 min de leitura
A situação, proibida por lei, gera revolta entre consumidores de Fernandópolis e expõe a falta de fiscalização no setor
Por Breno Guarnieri –
Consumidores de Fernandópolis enfrentam um problema cada vez mais comum: produtos expostos sem indicação de preço. A prática, além de desrespeitar o Código de Defesa do Consumidor, gera constrangimento, dificulta a comparação de valores e levanta suspeitas de cobrança diferente no caixa.
Para a reportagem do portal Ethos +, clientes reclamam da falta de transparência e pedem fiscalização mais rigorosa. “Informar o preço não é favor, é obrigação”, relata a dona de casa Aparecida de Lourdes.
“Ir às compras em Fernandópolis virou um jogo de adivinhação. Muitos produtos seguem expostos sem preço, obrigando a gente a perguntar no caixa”, reforça a autônoma Priscila Silveira.
“A ausência de preços nas prateleiras virou rotina no comércio de Fernandópolis e afeta diretamente o nosso bolso. O que deveria ser uma informação básica acaba escondida”, diz a professora aposentada Naiara Menezes.
Código do Consumidor
O CDC exige que as informações sobre preços sejam ostensivas e claras, tanto em estabelecimentos físicos quanto online. O consumidor não deve ser obrigado a perguntar a um vendedor. Nas lojas, o preço deve estar na gôndola, no produto ou via código de barra. No online, precisa constar na descrição ou imagem. Práticas como anunciar produtos sem preço ou só informar valores por mensagem são consideradas abusivas e podem resultar em multas.
Há prática recorrente? Denuncie
• Registre no livro de reclamações da loja;
• Use o consumidor.gov.br;
• Procure o Procon de sua cidade.

A situação, proibida por lei, gera revolta entre consumidores de Fernandópolis e expõe a falta de fiscalização no setor



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