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Prática de segurar vaga cresce em Fernandópolis

Motoristas relatam frustração e dizem que o problema causa atritos no trânsito de Fernandópolis


Por Breno Guarnieri -


Uma prática cada vez mais comum em ruas movimentadas tem gerado indignação entre motoristas de Fernandópolis: pessoas utilizando cadeiras, caixotes, cones e até permanecendo em pé para “segurar” vagas de estacionamento à espera de familiares ou amigos. A situação tem provocado discussões e levantado questionamentos sobre a legalidade da ação.


Motoristas ouvidos pela reportagem do portal Ethos + relatam que o comportamento causa transtornos e aumenta o estresse no trânsito, principalmente em áreas comerciais e durante horários de maior movimento.


“Quando achei uma vaga perto da onde iria, uma pessoa correu e ficou parada no local dizendo que estava guardando para um parente. Achei um absurdo”, afirmou o comerciante Carlos Henrique.


A auxiliar administrativa Mariana Souza conta que já presenciou diversas situações semelhantes. “A rua é pública. Não faz sentido alguém achar que pode reservar uma vaga que pertence a todos. Isso gera confusão desnecessária”, disse.


Outro motorista, João Paulo Ferreira, relata que a situação quase terminou em discussão. “Quando tentei estacionar, uma pessoa bateu no meu carro e mandou eu sair porque a vaga já tinha dono. Fiquei indignado”, afirmou.


Especialistas em mobilidade urbana destacam que vagas em vias públicas não podem ser reservadas por particulares sem autorização do poder público. A ocupação irregular do espaço pode gerar conflitos e comprometer a fluidez do trânsito.Parte superior do formulário

 

O que diz a legislação

No Brasil, as ruas são de uso comum e regulamentadas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).


  • Artigo 246 do CTB: Proíbe expressamente colocar obstáculos para uso particular ou reservar vagas na via pública. Isso vale tanto para pedestres tentando "guardar" o espaço quanto para comércios que colocam cones na rua.

  • Multa e Remoção: Utilizar objetos para reservar vagas é considerado infração grave, com multa e apreensão dos materiais.

Motoristas relatam frustração e dizem que o problema causa atritos no trânsito de Fernandópolis

 
 
 

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